Direito de Resposta: Carta de resposta de Edgard de Aguiar Cordeiro à ‘Nota de Repúdio’

Notícia publicada dia 07/02/2018

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Ao Ilmo Sr Antonio Aguiar Júnior.
Presidente da ARACT/SP.
Av. Prestes Maia Nº 241 12º andar.
01031-902 São Paulo/SP

Prezado Senhor

Em vista da Nota de Repúdio publicada em 30/01/2018 no site dessa associação, com o titulo: Presidente da Aract/SP repudia a atitude do Conselheiro eleito na última eleição do Postalis, Sr. Edgar de Aguiar, venho, solicitar direito de resposta e, a publicação imediata na página dessa, com o título de: Direito de Resposta à Nota de Repúdio do Presidente da ARACT contra Edgard Cordeiro.

Acerca de sua afirmação de que na Reunião realizada em Baurú no dia 15/01/2018 “… O diretor eleito em 2017 o Sr. Edgar de Aguiar, não fez
nenhuma pergunta para a advogada do Postalis…”.

Esclareço que Sua Senhoria está equivocada nas afirmações, a começar pelo cargo que fui eleito no Postalis, que não é de “Diretor” como afirma, uma vez que me elegi para o cargo de Membro do Conselho Deliberativo.

Quanto à afirmação de que “… não fiz perguntas à advogada do Postalis…”, esclareço que fiz os questionamentos necessários, sobre FIDC
acerca do retorno que já teria dado ao Postalis da ordem de R$ 500 milhões e, outra pergunta sobre a omissão da PREVIC nas fiscalizações que fez no Postalis.

Acredito que Sua Senhoria devesse estar desatenta no momento dos meus questionamentos e, informo que as perguntas podem ser vistas no vídeo
disponibilizado em https://www.youtube.com/watch?v=Cx-QstxQuNA

Sobre a sua informação de que a Advogada do Postalis afirmou que: “… a Previc realmente deveria ter feito a intervenção antes, mas como na sua direção havia alguns diretores ligados a políticos e que eram contra, mas com a mudança de alguns diretores da antiga direção, os novos diretores da Previc acharam que seria necessária uma intervenção para salvar o Postalis…”.

Esta sua afirmação, confirma o que a ADCAP vem defendendo a muito, de que a intervenção no Postalis se fazia necessária há anos e, para isto protocolou uma carta na PREVIC em 20/08/14 e, mesmo assim aquele Órgão, não quis enxergar a necessidade de uma intervenção no Postalis, agindo com omissão e negligência, deixando se influenciar por grupos políticos em detrimento dos interesses dos participantes, já que aquele órgão de controle e supervisão possuía evidências e documentos que apontavam para as irregularidades cometidas pelos dirigentes do fundo de pensão e pelas instituições financeiras contratadas para administrar o patrimônio do Postalis. Cabe destacar que o diretor de fiscalização (Sr Sérgio Taniguchi) é o mesmo há mais de quatro anos e que o atual diretor superintendente substituto (Sr Fábio Coelho) era, até o final de 2015, diretor de assuntos atuários, contábeis e econômicos. Ou seja, a justificativa é desprovida de verdade.

Sobre a sua afirmação de que: “… na hora da votação os presentes que eram a favor da intervenção foram surpreendidos com a atitude do Edgar Aguiar, que além de votar contra a intervenção apresentou 80 procurações a favor da ação…”.

Acho estranho que conteste a minha iniciativa, pois, Sua Senhoria mesma cita que “o estatuto da ADCAP diz, que os seus associados podem votar
por procuração”. De fato, consta no Estatuto da ADCAP SPI, art. 20 parágr. único: admite-se o registro de presença por procurações. No art. 22 consta que: “…as deliberações da Assembléia… admitindo-se o voto por procuração”.

Assim, procedi conforme previsto em estatuto e, destaco que as pessoas só passam procuração para quem elas depositam confiança.
Obs.: Peço que observe, até mesmo o Estatuto dessa ARACT, onde consta no artigo 17 § 2º que o voto por Procuração é permitido.
Sobre a sua afirmação de que “… minha decisão deu suporte para a ADCAP entrar com a ação, traindo a confiança das pessoas que trabalharam para a sua eleição no Postalis…”. E, que “… nós pecamos ao elegermos pessoas sem capacidade e sem conhecimentos de fundos de pensões e que só iam participar de reuniões para receberem os seus salários…”.

Esclareço que tão logo fui eleito para o Conselho Deliberativo do Postalis, obtive a Certificação do ICSS, num longo processo e, após esta certificação, recebi a Habilitação da PREVIC, em rigoroso procedimento. Além do que, tenho apoiado centenas de participantes no esclarecimento de dúvidas e, quero crer que estas medidas respondem à sua afirmação sobre o preparo para o cargo eleito.

Sobre outro trecho, onde Sua Senhoria cita que “… o Sr. Edgar Aguiar é um destes que esta brigando para assumir o seu cargo…deixando transparecer a sua luta por interesse própria não se preocupando com a situação do nosso Postalis”.

Informo que no momento, desejo que tenhamos o fim da intervenção, para que o Postalis volte para seus legítimos donos. Não tenho preocupação por cargos, até porque o que eu concorri, no Conselho Deliberativo, é de grande responsabilidade, com riscos de bloqueio de bens e nada traz de retorno financeiro ao eleito.

“Sobre sua afirmação de que:”.. no momento temos que dar um voto de confiança ao interventor”. Minha opinião é claríssima: O Postalis é dos participantes e não precisamos de intervenção, na forma realizada e, adotada por um Órgão desmoralizado que é a PREVIC, que continua sendo comandada pelos mesmos dirigentes que nada enxergaram de errado no Postalis no passado, ainda que tenha ocorrido lá um mega rombo nas suas finanças, causado por corrupção, conforme confirmado na CPI dos Fundos de Pensão, na Operação Greefield e na Operação Pausare.

Acerca de suas afirmações de que: “… o Edgar traiu a confiança de quem votou nele…”. E, que: “… nós temos a consciência tranquila… ao apoiar a intervenção do Postalis…” Minha opinião é de que a intervenção carece de maior credibilidade e, deveremos ter certa precaução ao apoiar tal medida, pelas circunstâncias e, valores envolvidos e, também pelas pessoas que decretaram tal ato, que são as mesmas que se omitiram e permitiram o rombo no Postalis no passado, gerando uma contribuição extra de 17,92% aos participantes, que será descontada em holerite por 23,5 anos.

Neste sentido, Sr Aguiar, me permita lembrar-se da Assembléia de criação do Postal Saúde, em 2013, onde consta a sua assinatura na lista de presença. Quero crer que o Sr tenha assinado a lista de boa fé e, ai eu pergunto: O Sr traiu seus eleitores ao dar aval para a criação do Postal Saúde, que é a maior tragédia imposta aos empregados dos Correios? O Sr já fez uma reflexão sobre o aval que deu em tal ato e, que em breve resultará na cobrança de mensalidade de todos? Será que, quando o senhor concordou com a criação da Postal Saúde e deu seu “voto de confiança” aos senhores Wagner Pinheiro e Nelson Freitas, o fez com a mesma tranqüilidade de consciência que agora faz Nota de Repúdio?

Continuarei cobrando seriedade do interventor do Postalis para que a intervenção seja cessada de imediato. Não concordo com bajulações ao Interventor, da mesma forma que algumas Federações fizeram no passado com antigos Dirigentes do Postalis, dos quais recebiam patrocínios aos seus Eventos, enquanto estes assaltavam os recursos dos participantes.

Não creio que “Notas de Repúdio” como a que fez à minha pessoa, que luta há anos contra a quadrilha que atuou no Postalis, leve à devolução dos valores surrupiados e, acredito que seria mais eficaz se tivesse feito tal “repudio” contra os Russos, Adilson e outros aloprados que assaltaram o nosso fundo de pensão por anos e anos seguidos.

Por fim, sugiro que antes de fazer “Nota de Repúdio”, lembre de suas decisões do passado e, atente-se para o devido respeito às entidades e pessoas que lutam, há vários anos, em defesa dos participantes do Postalis e, se emitir tais Notas, dê espaço às entidades e pessoas para o direito de esclarecimento, ates de publicá-las.

Edgard de Aguiar Cordeiro
Membro do Conselho Deliberativo do Postalis (cassado pela intervenção)
edgard.cordeiro@uol.com.br